https://www.fao.org/faostat/en/#data/FO

Como trabalhamos os dados e ponderemos os preços na tabela: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1nECChi-p7DRx7vJRDrsj8s9igXV1pd2h/edit?usp=sharing&ouid=105022258326161617836&rtpof=true&sd=true
| BRAZIL ANO | Produção | Importação SawnWood | Exportação SawnWood | Q (m³) | P | ||||
| Ano | Prod (m³) | Import (m³) | 1000 USD $ | Export (m³) | 1000 USD $ | Q (m³) | USD $/m³ | BR R$/ano | BR R$/m³ |
| 2015 | 2730000 | 39328 | 23329 | 354930 | 166488 | 2769328 | 481,45 | 3,3315 | 1603,96 |
| 2016 | 2700000 | 30000 | 30960 | 284297 | 175994 | 2730000 | 658,47 | 3,4901 | 2298,11 |
| 2017 | 2600000 | 90787 | 26506 | 481000 | 323232 | 2690787 | 611,66 | 3,1920 | 1952,41 |
| 2018 | 2400000 | 51068 | 23432 | 664000 | 373832 | 2451068 | 555,56 | 3,6542 | 2030,13 |
| 2019 | 2200000 | 53131 | 29209 | 512791 | 208469 | 2253131 | 419,98 | 3,9451 | 1656,88 |
| 2020 | 1900000 | 100941 | 41106 | 512791 | 168182 | 2000941 | 341,01 | 5,1558 | 1758,17 |
| 2021 | 1800000 | 46443 | 29012 | 428938 | 166600 | 1846443 | 411,48 | 5,3950 | 2219,96 |
| 2022 | 1800000 | 31517 | 18230 | 438185 | 203895 | 1831517 | 472,91 | 5,1648 | 2442,47 |
| 2023 | 1800000 | 31203 | 15842 | 301196 | 153762 | 1831203 | 510,24 | 4,9950 | 2548,66 |
| 2024 | 1800000 | 33330 | 12151 | 274017 | 120949 | 1833330 | 433,06 | 5,3895 | 2333,98 |
| Preço m³ import | % import | Preço m³ export | % export | ||||||
| 2015 | 0,59 | 0,10 | 0,47 | 0,90 | |||||
| 2016 | 1,03 | 0,10 | 0,62 | 0,90 | |||||
| 2017 | 0,29 | 0,16 | 0,67 | 0,84 | |||||
| 2018 | 0,46 | 0,07 | 0,56 | 0,93 | |||||
| 2019 | 0,55 | 0,09 | 0,41 | 0,91 | |||||
| 2020 | 0,41 | 0,16 | 0,33 | 0,84 | |||||
| 2021 | 0,62 | 0,10 | 0,39 | 0,90 | |||||
| 2022 | 0,58 | 0,07 | 0,47 | 0,93 | |||||
| 2023 | 0,51 | 0,09 | 0,51 | 0,91 | |||||
| 2024 | 0,36 | 0,11 | 0,44 | 0,89 | |||||
A análise dos dados de produção e comércio de madeira serrada (não-conífera) no Brasil entre 2015 e 2024 revela tendências importantes de retração na produção e mudanças na dinâmica de exportação.
Principais Conclusões:
- Declínio Consistente na Produção: A produção nacional apresentou uma queda gradual e significativa, reduzindo-se de 2,73 milhões de m³ em 2015 para um patamar estável de 1,8 milhões de m³ entre 2021 e 2024. Isso representa uma diminuição de cerca de 34% no volume produzido ao longo da década.
- Desempenho das Exportações: O setor teve seu melhor desempenho em 2018, alcançando o maior volume exportado (664 mil m³) e o maior valor financeiro (US$ 373,8 milhões). Após esse pico, houve uma tendência de queda, encerrando 2024 com o menor volume (274 mil m³) e valor (US$ 120,9 milhões) da série analisada.
- Balança Comercial Favorável: Apesar da queda nos volumes, o Brasil mantém uma posição exportadora forte. O valor total exportado no período acumulou mais de US$ 2,06 bilhões, enquanto as importações somaram apenas US$ 249,7 milhões, garantindo um superávit constante.
- Volatilidade de Preços: O preço médio unitário de exportação variou consideravelmente, com uma média de US$ 489,58 por m³. O valor mais alto foi registrado em 2016 (US$ 658,47/m³) e o mais baixo em 2020 (US$ 341,01/m³), indicando sensibilidade às flutuações do mercado global.
Os gráficos abaixo detalham essas movimentações:
Produção, Importação e Exportação de Madeira Serrada (m³) – Brasil (2015-2024)
Este gráfico ilustra a predominância da produção nacional e a tendência de queda tanto na produção quanto no volume exportado nos últimos anos.

Valor de Importação vs Exportação (1000 USD) – Brasil (2015-2024)
Visualiza-se aqui a diferença expressiva entre os valores gerados pelas exportações em comparação com os custos de importação, destacando o pico financeiro de 2018.

Evolução do Preço Unitário de Exportação (USD/m³) – Brasil (2015-2024)
O gráfico mostra a instabilidade dos preços internacionais praticados por metro cúbico, com uma recuperação parcial após a queda acentuada de 2020.
Com base na análise dos dados de produção e comércio de madeira (serrada, não-conífera) no Brasil entre 2015 e 2024, seguem os principais insights e visualizações:
Principais Conclusões
- Tendência de Queda na Produção: Observa-se um declínio gradual na produção nacional, que passou de 2,73 milhões de m³ em 2015 para 1,8 milhão de m³ em 2024, representando uma redução de aproximadamente 34% no período.
- Forte Saldo Comercial Positivo: O Brasil consolidou-se como um exportador líquido robusto. Em todos os anos analisados, o valor das exportações superou amplamente o das importações. O maior superávit ocorreu em 2018, alcançando a marca de 350 milhões de USD.
- Dinâmica de Preços e Mercado Externo: O preço médio da madeira exportada atingiu seu valor máximo em 2017 (672 USD/m³). Após uma queda significativa que culminou em 2020 (328 USD/m³), possivelmente influenciada por fatores globais, o preço iniciou uma trajetória de recuperação nos anos seguintes.
- Participação das Exportações: A parcela da produção destinada ao mercado externo variou entre 10% e 27%. O pico de exportação em volume ocorreu em 2018, quando mais de um quarto da produção nacional foi vendida para o exterior.
Visualizações de Dados
As tendências mencionadas podem ser observadas nos gráficos abaixo:
- Evolução da Produção e Exportação de Madeira (m³): Este gráfico compara o volume total produzido com o volume exportado, destacando a redução da produção e a estabilização recente.

- Saldo Comercial Anual (Exportação – Importação): Demonstra a robustez da balança comercial brasileira no setor, com todos os anos apresentando resultados positivos (em milhares de dólares).

- Preço Médio de Exportação de Madeira (USD/m³): Ilustra a volatilidade dos preços internacionais e a valorização do produto brasileiro ao longo da última década.