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Elasticidade-preço da procura

Prova

Prova: 19 de junho
Substitutiva: 26 de junho


Elasticidade

Elasticidade é a medida de sensibilidade de uma variável em relação a outra. A elasticidade-preço da demanda mede quanto a quantidade demandada varia quando o preço muda. Em geral, a relação entre preço e demanda é negativa: quando o preço aumenta, a quantidade demandada tende a cair.

A demanda pode ser inelástica ou elástica. Ela é inelástica quando a quantidade demandada varia menos que proporcionalmente em relação ao preço, como ocorre com bens essenciais, por exemplo remédios. Ela é elástica quando a quantidade demandada varia mais que proporcionalmente em relação ao preço, geralmente em produtos com substitutos ou menos essenciais.

Na oferta, a relação com o preço costuma ser positiva: quando o preço aumenta, os produtores tendem a ofertar mais. Na economia florestal, essa resposta pode depender de custos, tempo de produção, transporte, manejo, disponibilidade de matéria-prima e legislação.

Uma função de demanda pode incluir preço do produto, renda da população e preço de bens substitutos ou complementares. O preço do próprio produto tende a ter sinal negativo. A renda tende a ter sinal positivo, quando se trata de um bem normal. O preço de um substituto tende a ter sinal positivo, porque, se o substituto fica mais caro, a demanda pelo produto analisado pode aumentar. Já o preço de um complementar tende a ter sinal negativo, porque, se o complementar encarece, a demanda pelo produto principal pode cair.

No modelo log-log, os coeficientes podem ser interpretados diretamente como elasticidades. Por exemplo, se o coeficiente do preço for -0,8, significa que um aumento de 1% no preço reduz a quantidade demandada em aproximadamente 0,8%, caracterizando demanda inelástica. Se o coeficiente for -1,5, a demanda é elástica.

Elasticidade é uma medida de sensibilidade.

Ela mostra como uma variável se comporta quando outra variável muda.

Na economia, usamos muito para entender, por exemplo:

Como a quantidade demandada muda quando o preço muda?

ou

Como a quantidade ofertada muda quando o preço muda?


1. Elasticidade-preço da demanda

A elasticidade-preço da demanda mede a variação da quantidade demandada em função de uma variação no preço.

Em termos simples:

Se o preço sobe ou desce, quanto a quantidade comprada muda?

A relação normal da demanda é negativa:

Preço sobe → quantidade demandada cai
Preço cai → quantidade demandada sobe

Por isso, na equação de demanda, o preço costuma aparecer com sinal negativo.


2. Demanda INELÁSTICA: uma relação menos que proporcional (D=-0,01*P + 2) — o coeficiente de PREÇO é menor que 1
(remédio, quem precisa vai comprar. se o vendedor aumentar o preço, vai continuar vendendo)

A demanda é inelástica quando a quantidade demandada muda menos que proporcionalmente em relação ao preço.

Ou seja: o preço muda bastante, mas a quantidade comprada muda pouco.

Exemplo clássico:

Remédio.

Quem precisa de um remédio tende a comprar mesmo que o preço suba, porque não é um produto facilmente substituível e pode ser essencial.

Visualmente, a curva é mais “em pé”, mais inclinada.

Exemplo:

Se o preço aumenta 10%, mas a quantidade demandada cai só 2%, a demanda é inelástica.

3. Demanda ELÁSTICA (mais tombadinha): D = -1,3P + 4 (o coeficiente de Preço é maior que -1) Tipo produto primário, que qdo vc joga o preço pra baixo vende mais.

A demanda é elástica quando a quantidade demandada muda mais que proporcionalmente em relação ao preço.

Ou seja: uma pequena mudança no preço causa uma mudança grande na quantidade comprada.

Isso acontece mais com produtos que têm substitutos, produtos não essenciais ou bens que o consumidor pode deixar de comprar.

Visualmente, a curva é mais “tombadinha”, mais deitada.

Exemplo:

Se o preço aumenta 10%, e a quantidade demandada cai 30%, a demanda é elástica.

4. Elasticidade-preço da oferta

Também dá para analisar a elasticidade da oferta.

Nesse caso, a pergunta é:

Como a quantidade ofertada muda quando o preço muda?

Normalmente, a relação entre preço e oferta é positiva:

Preço sobe → produtores querem ofertar mais
Preço cai → produtores ofertam menos

Na economia florestal, isso pode depender de vários fatores: tempo de produção, custo de manejo, transporte, acesso à floresta, disponibilidade de matéria-prima, legislação, sazonalidade e capacidade produtiva.


5. Forma geral de uma função de demanda

O professor anotou algo parecido com isto:

D = – β preço + β renda ± β preço de substituto/complementar

Organizando melhor:

D = f(P, R, Ps/Pc)

Onde:

D = demanda
P = preço do próprio produto
R = renda da população
Ps = preço de um produto substituto
Pc = preço de um produto complementar

Ou, em forma de equação:

D = β₀ – β₁P + β₂R ± β₃Psc

Explicando os sinais:

Preço do próprio produto: sinal negativo

Quando o preço do produto aumenta, a tendência é a demanda cair.

Exemplo: se o óleo de andiroba fica mais caro, algumas pessoas podem comprar menos.

Renda: sinal positivo, em geral

Se a renda da população aumenta, a tendência é comprar mais, especialmente se o produto for considerado normal.

Exemplo: se as pessoas têm mais renda, podem comprar mais óleo de andiroba para cuidado da pele, saúde ou cosmética natural.

Preço de produto substituto: sinal positivo

Produto substituto é aquele que pode ocupar função parecida.

Exemplo: óleo de copaíba, óleo de pracaxi ou algum cosmético industrial que substitua o óleo de andiroba.

Se o preço do substituto sobe, a demanda por andiroba pode aumentar.

Preço do substituto sobe → andiroba fica relativamente mais atrativa → demanda por andiroba aumenta.

Preço de produto complementar: sinal negativo

Produto complementar é aquele usado junto.

Se o preço do complementar sobe, a demanda pelo produto principal pode cair.

Exemplo hipotético: se um kit de tratamento usa óleo de andiroba junto com outro insumo, e esse outro insumo encarece muito, a procura pelo kit ou pelo uso combinado pode cair.


6. Exemplo com óleo de andiroba

Produto analisado: óleo de andiroba

A demanda por óleo de andiroba pode depender de:

1. Preço do óleo de andiroba

Se o preço sobe, a quantidade demandada tende a cair.

2. Renda da população

Se a renda aumenta, a demanda pode aumentar, principalmente se o óleo for visto como produto de cuidado, saúde, bem-estar ou cosmético natural.

3. Preço de produtos substitutos

Se o preço de óleos parecidos sobe, como copaíba, pracaxi ou cosméticos industriais equivalentes, a demanda por andiroba pode aumentar.

4. Preço de produtos complementares

Se houver produtos usados junto com andiroba e eles encarecem, a demanda por andiroba pode cair.


7. Sobre LOG = LOG

O professor escreveu LOG = LOG, muito usado para linearizar elasticidade.

A forma comum é:

ln Q = β₀ + β₁ ln P + β₂ ln R + β₃ ln Ps + erro

A vantagem desse modelo é que os coeficientes β já podem ser interpretados como elasticidades.

Exemplo:

Se o coeficiente do preço for:

β₁ = -0,8

Significa que:

Um aumento de 1% no preço reduz a quantidade demandada em aproximadamente 0,8%.

Nesse caso, a demanda é inelástica, porque a resposta é menor que 1%.

Se fosse:

β₁ = -1,5

Significaria que:

Um aumento de 1% no preço reduz a quantidade demandada em aproximadamente 1,5%.

Nesse caso, a demanda é elástica, porque a resposta é maior que 1%.


8. Regra prática para interpretar elasticidade

Em módulo, ou seja, ignorando o sinal negativo:

Elasticidade menor que 1: inelástica
A quantidade reage pouco.

Elasticidade igual a 1: elasticidade unitária
A quantidade reage na mesma proporção.

Elasticidade maior que 1: elástica
A quantidade reage muito.

Exemplo:

-0,4: inelástica
-1,0: unitária
-2,0: elástica

O sinal negativo apenas mostra que preço e quantidade demandada andam em sentidos opostos.

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