Etapa 1 – Histórico da área
Saber o histórico da área e porque aconteceu a degradação, para entender:
- processo que houve durante esse uso.
- com que fim e qual uso do solo;
- identificar a intensidade das perturbações e há quanto tempo elas ocorrem
- identificar as barreiras que impedem a regeneração natural
Etapa 2 – Definição da Escala e dos Objetivos
- a abrangências do projeto, por exemplo, um TALUDE RODOVIÁRIO é uma obra de média escala, e uma PEQUENA VOÇOROCA, de pequena escala.
- Quanto maior a abrangência do projeto, maiores são as chances de se obter sucesso em termos de recuperação de área degradadas
- Diferenets objetivos podem ser definidos com a restauração florestal, indicada principalmente para APPs e Reserva Legal, a revegetação de taludes, o controle e revegetação de voçorocas, a redefinição do uso da área degradada etc.
ETAPA 3 – Zoneamento Ambiental
- é necessário quando o projeto envolve uma escala média ou ampla em nível de propriedade rural, município, grande bacia
- sua importância é identificar e delimitar situações ambientais com base em diferentes atributos
- estados de degradação
- tipos de solo
- topografia
- umidade do solo
- vegetação remanescente
- tipos de entorno da área degradada
- matriz vegetacional em que está inserida etc
- para grandes áreas, o zoneamento é iniciado por meio da interpretação de imagens de satélite ou de fotografias aéreas com posterior checagem em campo
- definidas as áreas em que haverá necessidade de restauração, o passo seguinte consiste em avaliar o potencial de autorregeneração dessas áreas
ETAPA 4 – Definição das Técnicas de Recuperação
- Um vez finalizado, o zoneamento facilita a definição das melhores técnicas de recuperação para as diferentes situações ambientais ou de degradação identificadas, visando reduzir os custos do projeto e aumentar a eficiência em termos ecológicos;
- As técnicas de restauração variam desde as que não requerem nenhuma intervenção direta às que tem alto grau de intervencionismo
- As técnicas não intervencionistas estão basicamente relacionadas à eliminação da fonte de degradação e dependem de características da paisagem que possam favorecer a regeneração natural da área degradada, com a proximidade de florestas remanescentes
- A intervenção requer ações diretas, como a semeadura direta e o plantio de mudas de espécies florestais, além de eliminar barreiras à regeneração.
NÍVEIS DE INTERVENÇÃO
Isolamento da área
- evitar continuidade da degradação
- resiliência local deve estar preservada
Retirada dos fatores de degradação
- identificar corretamente o agente de degradação
- forte potencial de regeneração
Eliminação seletiva de espécies competidoras
- quando há populações em desequilíbrio de espécies que inibem a regenração natural
Enriquecimento de espécies com mudas ou sementes
- plantio ou semeadura onde há baixa diversidade vegetal e pouca dispersão
Implantação de consórcio de espécies com uso de mudas ou sementes
- plantio ou semeadura em locais onde não há florestas ou banco de sementes remanescentes
Indução e condução de propágulos autóctones
- indução e condução de propágulos
Transplante de sementes ou plântulas
- transferência de banco de sementes (serrapilheira) ou de plântulas para local degradado
Uso de interações entre plantas e animais
- atração de esp[ecies dispersoras com o objetivo de facilitar a sucessão ou plantio de espécies micorrizadas
AÇÕES DE RESTAURAÇÃO
Plantio de espécies econômicas
- Uso de espécies com potencial madeireiro, melífero, frutífero, como alternativa de renda.
Técnicas de RAD
- Regeneração natural:
- deve ser adotada quando busca-se a simples eliminação do agente perturbador ou de um elemento que esteja agindo como barreira para a regeneração (fogo, presença de espécies invasora ou de animais domésticos)
- destacar que alguns animais, sob manejo adequado, podem ser usados como aliados no controle da planta invasora pelo pastejo
- Nucleação:
- Grupo de técnicas que propõe uma mínima interferência local;
- Ações como o transplante de serrapilheira;
- Implantação de poleiros artificiais para animais dispersores em pontos estratégicos de sítio degradado
- A partir daí a restauração se irradia para ocupar as áreas sem vegetação
- Enriquecimento:
- Aumentar a diversidade vegetal em áreas onde já existam indícios de regeneração natural, como capoeiras, pode ser feito com o plantio (parcial) ou semeadura de espécies que atraiam animais, ou que tenham potencial econômico. Dar preferência a espécies nativas locais, identificando especialmente seus produtos madeireiros e não-madeireiros (frutos, sementes, mel).
- Plantio total
- técnica que implica o maior e mais oneroso grau de intervenção. O plantio total só deve ser adotado quando a vegetação nativa estiver bem degradada e existir a necessidade da introdução de mudas de espécies arbóreas.