Dourado/SP

Laurent, Ana e Renato!! Um fim de semana em Dourado, interior de Ana!

Quando o café viu a terra roxa:
uma história sólita de amor
A terra roxa tem este nome por culpa do senhor Basalto. Sim, o próprio. O danado se decompôs, mas de tanto pudor, enrubesceu o chão. Seu sangue vulcânico, lúbrico, parecia encantado…
No interior paulista, mais precisamente no nordeste do Estado, o povo enlouqueceu. O café, fruto vermelho e estimulante, enroscou na terra. Propagou-se! No fim do século XIX, isso era excitante. Revolução industrial, meu caro. Neste contexto, a multiplicação daquele fruto provocava uma reação física e psicológica inexplicável.
O grão arábica chegou ao Brasil no século XVII, na época da colonização portuguesa. Entretanto, se Manuéis e Joaquins lembraram do potencial do grão avermelhado, eles não contavam com o fim da escravidão.
Espanhóis e italianos, bem mais astutos, fizeram a festa. Anteciparam o progresso de várias pequenas vilas no interior paulista. Trabalho assalariado?
- Lavoro c’è la libertà!
As mamas italianas adoraram aquilo tudo.
Ecco! Ecco! Rossa!!
As espanholas, então, gritavam:
Fertilización brasileña!
Eis o verdadeiro início do ciclo do café no Brasil. O arbusto verde fora descoberto séculos atrás por árabes! Brimo, brimo, seja orgulhoso deste feito! Eles foram os primeiros apreciadores da bebida e deram-lhe o nome de “kahwah”, que originou a palavra café no mundo.
