Era uma vez em Moçambique…


Apresentação do curso à distância
na Universidade Católica de Medicina de Beira
Fui acompanhar o lançamento do programa de educação à distância da organização holandesa Health[e]Foundation em três cidades moçambicanas: Beira, Maputo e Manhiça. São quase 100 novos participantes, entre estudantes de medicina, pesquisadores internacionais, técnicos e funcionários públicos. Viajamos eu, a diretora da fundação Fransje van der Waals e a gerente de projetos Esther Erwteman.
O programa é dividido em três partes: oficina para apresentação da metodologia, componente de auto-estudo com 20 módulos e seminário final com palestras especiais. Os participantes recebem o material completo no dispositivo de memória flash USB e isso permite que todos possam trabalhar offline nessas áreas com difícil acesso à Internet. A conexão só é necessária para sincronizar notas e receber novos cursos.

Estudantes do 6o. ano
da Universidade Católica de Medicina de Beira
O objetivo do encontro inicial é apresentar o passo a passo do programa, construir uma rede social de profissionais da saúde, explicar a importância da auto-avaliação e conversar sobre o desafio de estudar sozinho.
De Beira fomos para Maputo, a capital, em um dos hotéis mais chiques da África subsaariana. Um grupo de pesquisadores britânicos do Programa de Desenvolvimento de Microbicidas participou da orientação inicial do curso à distância. A apresentação foi também muito bacana (e fico feliz porque segurei em inglês!).

Hotel Polana
em Maputo
Se Moçambique não fosse um dos países mais pobres do mundo, eu sentiria menos culpa de ficar no Hotel Polana em Maputo e ter café-da-manhã com mais de 20 diferentes tipos de pratos (entre frutas, frios, queijos, salmão, croissants, brioches e omeletes feitos na hora), almoço com buffet de frutos do mar e jantar fechado feito por chef internacional só para convidados. Por outro lado, vi onde as famílias “brancas e ricas” do Zimbabue e África do Sul vinham curtir as férias e a época de ouro do jazz nos hotéis e casas de show de luxo de Maputo, nos anos 40 e 50.

A caminho de Manhiça
No dia seguinte, fomos de carro para Manhiça, 75km ao norte de Maputo. A cidade é extremamente pobre e vive de mineração e agricultura. O curso acontece em parceria com uma fundação de Barcelona, que trabalha ao lado dos médicos no único hospital da cidade.
No bate-e-volta até Manhiça, além da urgência da apresentação e da pressa por causa do próximo vôo, a pobreza chocante martelava meu coração. Sem manha, manhã e amanhã: Manhiça.

de um dia para o outro, atravessar a ponte que existe só para os estrangeiros, portadores de soluções para ajudar a tornar mais concreta a ponte ideal entre os dois lados de um abismo que, na maioria das vezes, só estrangeiro mesmo vê (ou quer ver).
trabalho bonito, e vertiginoso.
Pretendo matricular o curso a distancia do turismo qual sera a condicao sou Nutricionista do Centro de Saude de Caia Sofala
sera necessario ter lugar ainda proximo ano lectivo