Bippity-bippity-doo-wop
O cantor e também maestro Bobby Mcferrin rege a orquestra de Seattle em noites marcadas por simpatia e frescor criativo. O músico surge como um embaixador do clássico e do jazz, no balanço entre técnica, leveza musical e improviso. Mcferrin já tocou com Yo-Yo Ma, Chick Corea e Herbie Hancock. Atualmente, participa de vários programas de educação musical infantil.
Abriu a noite com a Sinfonia no. 1 de Profokiev. Seus braços dançavam com a música. Energia e vivacidade. No segundo bloco, apresentou “Le Tombeau de Couperin” de Ravel. Chegava o momento das improvisações vocais de Mcferrin. O músico explorou temas clássicos, outros de televisão, alguns musicais da Broadway e Disney, além de fazer o público cantar Ave Maria enquanto improvisava Bach. Música está em tudo. Fechou a noite com a Sinfonia no. 8 de Beethoven.
Profokiev Sinfonia no. 1
- “Allegro con Brio”
- “Larghetto”
- “Gavotte: Non Troppo Allegro”
- “Finale: Molto Vivace”
Ravel – Le Tombeau de Couperin
- “Prelude”
- “Forlane”
- “Menuet”
- “Rigadon”
McFerrin
- IMPROVISAÇÃO
Beethonven Sinfonia no. 8
- “Allegro Vivace con Brio”
- “Allegretto Scherzando”
- “Tempo di Menuetto”
- “Allegro Vivace”

Delícia os novos posts. ai, ai, ai… fiquei com vontade.
engraçada a referência que vc fez quando falou sobre “música”, como se música fosse a própria essência transitiva, suave e subjetiva da improvisação.
algo completamente averso ao que música clássica sugere…
música clássica me lembra poesia com rima, métrica e escola literária, tudo embutida numa obra só. me lembra os 10% de inspiração e os 90% de transpiração. lembra que o poeta “trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua”. mas não deixa de ter um lirismo único.
por outro lado, é realmente estarrecedor se dar conta do que uma banda de jazz faz, ao improvisar. meu amigo é músico e tenta me explicar, tecnicamente, mais ou menos como acontece, mas eu só entendo do “feeling” que existe, e isso já me basta para parecer mágico. isso é música, pra mim, em essência.
agora, jazz e clássica: inacreditável. =)
deve ser uma experiência única, realmente.
a propósito, Ravel é muito bom!
Hey, K, é isso mesmo: 90/10.
Você conhece a Jazz Sinfônica de SP? Tem muita gente que reclama, diz que os músicos macaqueiam no palco etc. Eu acho que eles aproveitam a leveza do jazz para tirar a sisudez do clássico. Meio a proposta do Bobby Mcferrin aqui.
Agora, a sinfônica é linda. É outro papo. É gostoso para ver a música correr no ar, de instrumento para instrumento, sob a batuta mágica do regente, que sabe de tudo e de todos. É gostoso, impressionante, outra experiência.
Jazz é leve e livre. Clássico é delicado e lindo. Gosto dos dois e até quando eles se misturam. Sem medo de ser feliz.
Não conheço o trabalho da Jazz Sinfônica, infelizmente. Quem sabe quando estiver morando por lá (e é bem provável que sim) eu possa ver. Valeu pela dica!
Em tempo: sua continuação para a crônica A TORTURA lá no Haja Saco foi absurdamente boa. Fiquei de boca aberta. Muito bom. Beijos, Patricia.
heheh – seu osvaldo foi divertido! obrigada, fabinho!
cade sua coluna desta semana?
Puxa, esse é um cara que eu preciso ver ao vivo um dia! Tenho o álbum dele com o Chick Corea regendo Mozart, em especial, o concerto #23 para piano e orquestra, que é espetacular.
Que bom que vocês têm a oportunidade de vê-lo por aí…
Beijo.
ei, sumida!
Não, não é nada saudável ficarmos 19 dias sem “reviravoltas”….volta, vai?