Fita-me filipina

Myk_Mabalay_TealEye

photo by Mabalay

“So gradually Doctor Aziz came to have a picture of Naseem in his mind, a badly-fitting collage of her severally-inspected parts. This phantasm of a partitioned woman began to haunt him, and not only in his dreams.” – Salman Rushdie.

O que realmente vejo, se de tudo parte invento? De meu conta-gotas pinga gato-de-botas, mil cambalhotas, país e ilhotas, silêncio, anedota, o mundo inteiro. Mapa infinito que só existe dentro, porque só daqui sou capaz de reconhecê-lo. Ponto de vista particular, que me faz ver o outro como sou: penso, escolho, abstraio e identifico. Como posso. E este charme verde-azulado fita-me, sem me ver. Como é.

5 Comments

  1. Fabio Chiorino wrote:

    que foto maravilhosa. Toda doçuca no olhar pirata e celeste. Bela indagação este sobre o que realmente vemos se nossos olhos inventam interpretações.

  2. Miriam wrote:

    Como é.
    Re-conhecendo, o que já está dentro.
    Lindos – a imagem, o texto.

  3. k; wrote:

    a gente olha e é azul
    tem gosto de céu
    a gente vê e é azul
    dá pra ouvir o mar até
    a gente enxerga e é azul

  4. Nadiva wrote:

    Patti fita a filipina e se pergunta, como posso? Lembro-me de meus tempos de judaísmo e Martin Bubber. Um judeu pergunta ao mestre hassídico Ravi sobre o fim do dia no sabá:
    “Mestre, quando é que eu sei que a noite terminou e o novo dia chegou?”. O mestre responde: “Você sabe que o novo dia chegou quando há luz bastante para você reconhecer no rosto de qualquer outro um seu irmão”.

  5. k; wrote:

    E toda essa energia elétrica que não consegue iluminar a cabeça de ninguém…

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