copy writing, translation, localization and communication in Portuguese

Você está aqui: 'Brasil'

Currency Exchange Trader’s Tip

20100131 17:42

Aumenta demanda para comprar ZERO RUPEES, uma nota lançada por um professor de física indiano para combater a corrupção na Índia. A nota de ZERO da organização 5th Pillar ganhou artigo até na revista inglesa The Economist essa semana. Com a simples missão de promover, facilitar e capacitar todos os cidadãos da Índia para eliminar a corrupção em todos os níveis da sociedade, o ZERO RUPEES já entrou em circulação e mostra que tem valor.

rupees_front

Onde compro um Zero Real? E com a cara de quem deve sair a nota?

Viagem ao centro de SP em 80min

20091114 03:57
Plasticiens Volants e OSGEMEOS

Fotos de Jorge Tung

Artista do grupo Plasticien Volant aparece suspenso por um globobalão e dá vida a um graffiti dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, osgemeos, no coração de São Paulo. O superdesenho de 20m de altura, especialmente feito para a ocasião na lateral de um prédio no Anhangabaú, ganha três dimensões e plop no ar. Vamos andar? Com passos leves de seu novo corpo inflável, o boneco redescobre as ruas, suas velhas ruas. Será um novo mundo? Dele ou meu? Paralelo? Outros seres gigantes e fabulosos entram em cena: uma mosca barulhenta, uma serpente sinuosa e uma coruja do bem!

Plasticiens Volants e OSGEMEOS

Fotos de Jorge Tung

Encontramos Tung no Vale do Anhangabaú para esse começo fantástico de sexta-feira 13! Lindo. O grupo francês encantou o público, transformou o tempo (a cidade respirava sem pressa), pintou um sonho e fez São Paulo voar.
Adorei!! :)

o tom zério

20080610 14:15


A Mão e o Coração – quem levava a cesta com Pão?
foto em Manhiça/MZ

Por que então esta mania danada
esta preocupação
de falar tão sério
de parecer tão sério
de ser tão sério
de sorrir tão sério
de chorar tão sério
de brincar tão sério
de amar tão sério?

Ai, meu Deus do céu,
vai ser sério assim no inferno!

Tom Zé

A Midsummer Night’s Dream

20080115 21:18

Leca+eu

Leslie e eu em: “Mulheres em Coma” – foto do Renato

 

A fila da segurança arrastava. O avião sairia em duas horas. Pose de bailarina, mesmo com os pés doloridos do fim do espetáculo. Dias de arabescos, battements, fouettés e pequenos saltos. Eis o grand pas d´action: o solo final. Decolar e deixar pra trás. A última vez que chorei em um avião foi quando deixei Paris, em 2003. Despedi-me de Laurent , sem saber se nos encontraríamos novamente. Chorei durante a primeira hora de vôo tudo o que não fui capaz de falar, o silêncio que não ousava prometer “até qualquer dia”. Dessa vez, pela primeira vez, chorei ao deixar o Brasil.

São Paulo é meu porto seguro. A cidade guarda minha mãe Miriam e pai Cláudio (mesmo que eles ensaiem certa mineirice), meu pai Ricardo, meu irmão Luciano e os caçulas, cada vez mais velhos e sabidos. Minha avó, sempre bonita. Minha outra avó, sempre calada. Tias, tão queridas, e tios. Os amigos que gosto tanto. Todos com a vida diferente, mas todos lá: Lu Leone, Ana, Renato, Lu3, Heinar, Pitty, Mauro, Ícaro, Leslie, Lucia, Raoni, Sô, Giba, Trentas, Lulix, Tecka, Mari, Evandro, Marinho, Sandra… Até mesmo aqueles que não vejo, mas recupero nesse sonho particular de verão.

No Brasil, não quero falar sobre mim. Só quero estar por perto e pertencer. Ver, ouvir, dançar, entender o ritmo e a rotina, as modas, conhecer o que é legal, fechar os olhos.

Se eu pudesse, congelaria todo mundo e ficaria com cada um, em silêncio, um tempo infinito. Invisível. Descobriria as novas rugas, o riso, o hálito que nunca cheirei, os sonhos, as desilusões, o brilho… Seguraria cada mão. Palmas molhadas ou secas. Firme. Meu amor, o que mudou de verdade e o que permaneceu?

Tumtumtum. Metralharam-me com perguntas carinhosas. E repetidas. As mesmas curiosidades. Luciano, meu irmão, disse-me que eu não respondia mais coisa com coisa. “Que tanta pergunta! Eu tou cansada de mim comigo mesma!” Não ouvia mais, respondia, inventava, falava qualquer coisa para tapar buraco. Dei até receita de como fazer o que nunca fiz.

E o tempo voou. O outro avião partiria em qualquer instante. Meu riso tímido cantava saudade. Queria feijão e um abraço profundo. “Senhores passageiros do vôo 92 sejam bem-vindos a bordo”. Ainda precisava correr a Paulista embaixo da tempestade, para lavar o suor e esfriar a pressa. “As máscaras de ar cairão automaticamente em caso de descompressão da cabine”. Ver o largo São Bento, o corre-corre, o chão sujo e os meninos no farol. “É proibido fumar nos banheiros”. A fumacinha da esfiha de escarola no Jaber, as barracas da feira, o pastel de jabá e a gordura nas mãos. É proibido proibir! Sua idéia, perfume, riso, música… Segure as pontas, bailarina, força para a velha pirueta. “E boa viagem”. Empacotei tudo no fôlego e fechei os olhos. Um menininho lindo ao lado desenhava as férias. Apertem os cintos. Eu sentia. Meus olhos rebatiam o pulso. Respirava fundo. O menininho lindo. O Brasil. Vocês. Onda veio, vagamundo, meu verão. Vai…

Elite Squad

20080115 10:09

Anti-Piracy Ad – IT Crowd

“O conceito de estratégia, em Grego strateegia, em Latim strategi, em Francês stratégie… Tá anotando?” Um dia antes de voltar para Seattle, cidade da Microsoft, ganhei a versão estrangeira “Elite Squad” (sim, estava com legendas e intertítulos em inglês!) diretamente do camelô Baratinha. Pois é, cópia pirata é crime, mais ou menos como fumar maconha, colocar outdoor em São Paulo, trabalhar em puteiro, jogar no bingo, pichar muro e por aí vai. Seu Baratinha é praticamente um ladrão de arte. Eu, pior que ele, financio o crime organizado russo e o trabalho informal. Porém, vale lembrar: Baratinha está lá porque tem muita demanda – e para ele, vida dura, pouca oferta. Diga lá, doutor, poderia eu ter entendido o recado de Tropa de Elite de forma melhor?

Agora, vamos ao filme. Em terra onde um crime alimenta outro não existe santo: são todos farinha do mesmo saco. A grande polêmica é justamente mostrar a classe média como co-responsável pelo poder dos narcotraficantes no Brasil. O estilão lembra “Cidade de Deus”, mas não dava para escapar de tal sina. Os dois filmes acontecem no Rio, na favela, falam de violência, diferença de classes, corrupção e crime organizado. O clima é de guerra, tem tiroteio e morte. Porém, dessa vez, os membros do BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais, a tropa de elite da polícia, são os mocinhos da história.

Achei interessante. E você, viu o filme? O que achou?

Veja bem, não vou entrar na questão da pirataria e muito menos do consumo de drogas ilícitas. Essa questão não me importa – charuto cubano e absinto são descriminalizados no Brasil. Mais, eu posso pagar os preços dos distribuidores oficiais. Por isso, vamos ao que interessa. “Tropa de Elite” é o melhor filme brasileiro de 2007. O roteiro tem ritmo, os atores são excelentes e a edição é certeira. Agora, fora de data mesmo é este post aqui!
Ah, já ia esquecendo. Da próxima vez que vier visitar, você acha que poderia trazer um ipod para um amigo?

(en)globo

20071119 10:05

Porque aprender a viver é o que é viver, mesmo.

por Patrícia Kalil

Ninguém se lembra do tempo em que ele era jovem e nem ficou sabendo quando ele envelheceu. Ele sempre esteve lá, antes do pão, com mãos fortes, braços cheios de farinha e camisa branca embebida em suor. Para sempre, marcado e anônimo. Diria o escritor, ninguém e todo mundo. Férias no Brasil em menos de um mês e já sonho com um café-da-manhã na Orquídea Palace, uma esfiha de escarola no Jaber, um filme no Espaço Unibanco e uma caminhada na Paulista, cercada por prédios cada vez mais altos e tempo. Coisas de quando eu era jovem e nem mesmo sei quando envelheci.

Habitat for Humanity

20070830 16:55

new house

Burnaby, Canadá – encontramos Dallas e outros amigos para participar na construção de casas populares da organização sem fins lucrativos Habitat for Humanity. Saímos de Seattle quinta-feira à noite e sexta-feira às 8h da manhã já estávamos no local ao norte de Vancouver, prontos para trabalhar no quarto bloco de casas do complexo.

Os futuros proprietários destes pequenos sobrados de três quartos são famílias de baixa renda, sem recursos próprios, a maioria imigrantes latinos e chineses. Este é um verdadeiro projeto de inclusão. O mais interessante da proposta é apostar inteiramente no trabalho voluntário e doações, além de batalhar por parcerias importantes com o setor privado -para doação de materiais, serviços e expertise técnica local – e governo – para doação de terrenos e divulgação.

Brian at work

As pessoas que participam na construção das casas não são necessariamente as que vão morar nelas. No nosso grupo encontramos funcionários da Microsoft, pessoas de outras empresas de internet, um grupo de cinco funcionários de uma seguradora, mecânicos, engenheiros e até o dono de uma concessionária de carros. Qual a nossa parte? Um fim de semana por ano de trabalho voluntário e o sentimento de fazer algo concreto por uma comunidade mais eqüilibrada no futuro, sem jogar todo o peso da desigualdade exclusivamente no governo. Esperar a prefeitura construir casas para todos os excluídos é arrastar dezenas de famílias sem dar a chance de vida nova.

Em 2006, a organização comemorou o marco de 200 mil casas e mais de um milhão de pessoas com teto ao redor do mundo. Atualmente já são mais de 225 mil residências em três mil comunidades. Os projetos são simples, decentes e possíveis de financiar; o padrão varia de acordo com cada país. Enquanto nos Estados Unidos e Canadá as plantas têm três quartos e as casas são feitas de madeira, na América Latina são usados tijolos, na África e Ásia, barro e madeira. A organização busca soluções e modelos locais. O senso do que é digno varia dentro de cada realidade.

Os novos proprietários recebem a casa popular por um preço bem abaixo do mercado, além de contar com financiamento de 30 anos sem juros. Os preços variam entre 800 dólares, nos países em desenvolvimento, até 60 mil dólares, nos Estados Unidos e Canadá. Os moradores também precisam contribuir com 400 horas na construção de novos projetos na região.

roof trusses

Para minha alegria, descobri que o Habitat for Humanity também está no Brasil. Eles começaram o trabalho em Belo Horizonte há 15 anos e hoje já estão no Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo dados da Fundação João Pinheiro, em 2000 o Brasil tinha um déficit de mais de 6,5 milhões casas, com uma concentração de 81,3% nas regiões urbanas. Mais de 50 milhões de pessoas vivem em condições precárias, em favelas.

Enquanto eu ajudava na seleção do lixo, eu fiquei imaginando o trabalho no Rio. Em 2004, Laurent e eu passamos um mês na cidade maravilhosa e devo confessar que apesar da beleza arrebatadora, senti a dureza da separação entre ricos e pobres, uma sensação muito mais cruel que em São Paulo. Encontramos ricos e milionários literalmente cercados por pobres e miseráveis, mas sem a menor integração. A idéia de grande família é somente ilusão de Carnaval. Manhã tão bonita manhã. E pensei nos moradores de Ipanema e Lagoa, bairros de classe média alta, com as mangas arregaçadas para refazer a Rocinha.

:( vira-vira sem volta

20070718 10:12

Quero atualizar o blog, mas preciso de fôlego…

  1. provas da Universidade de Washington
  2. prazo de entrega do curso de e-learning para África
  3. criar novo blog no wordpress de receitas (nova!)
  4. migrar o blog reviravoltas para wordpress (novo! – hehe)
  5. escrever post sobre semana em Nova York: velocidade, arte e gastronomia
  6. escrever post sobre pisci-vegetarianismo e redução do colesterol
  7. partilhar minha felicidade com livro de Paul Auster
  8. divulgar o novo site pakalil.com
  9. escrever post para jogo que Lucia Freitas me convidou

Enfim, resolvi dar uma de “joão-sem-braço” ou “alice-sem-mão” por um mês. Para matar saudade e rir um pouco, sigo os blogs amigos. Mas… tenho coração.

Ontem, enquanto estudava para a prova do fim do mês, ouvi o locutor da rádio pública interromper a música para anunciar em tom grave e alarmante: “Passenger plane crashed in the heart of South America’s largest city, Sao Paulo”. Larguei tudo e corri para o computador.

Quanta dor. Explicações tardias não são capazes de aliviar a sensação de impotência, vazio, descaso da aeronáutica e das cias aéreas. Fosse público que o aeroporto estava perigoso e os próprios pilotos tinham medo de aterrar na pista curta, que Congonhas estava sobrecarregada e houve lobby para permitir pouso de aeronaves grandes no local, que não havia ranhuras na superfície da pista e os conseqüentes riscos de falta de atrito dos pneus, empoçamento e derrapagem. Fosse público, antes de ser trágico.

Acompanhar notícias de morte é sempre muito ruim. Quando o assunto é familiar, o contato e atualizações telefônicas permitem uma sensação menor de isolamento. Mesmo assim, é duro demais. Quando o fato é um desastre nacional, você fica perdida com “sua” notícia, entre o pensamento, a dor e a distância.

De rerum natura

20050712 23:29

oPTei?
A roubalheira está feia. É notícia todo dia, em jornal brasileiro ou revista internacional. Nunca o Brasil esteve tanto no NYT!! Agora esse povo sabe apontar o Brasil no mapal! Yeah, I’m from the jungle, man! Minha família petista está de boca aberta. Eu, daqui, espero uma bomba por semana. Bem, ou se é ético, ou se é político. Duas coisas não vão juntas, disse um grego que acreditava no futuro. A família Kalil ganhou direito a caçoar e desdenhar dos românticos. Eu como esfiha e tomo coca-cola, vejo Al Qaeda e Bush, leio sobre jornalista ganhando 300 mil por artigo e classificado de emprego por R$ 500. Celebridades.

“Surpreendentemente, é dentro de tanta adversidade que Epicuro constrói e difunde sua filosofia centrada no prazer, na serenidade e na alegria. (…) Se as condições históricas, objetivas, impossibilitam que a liberdade seja conquistada no plano social e político, resta, todavia, todo o mundo interior, subjetivo, a ser libertado das ilusões e crendices que atormentam e escravizam a alma.(…) Alcançar o bem é empreendimento exclusivamente ético, não político”.
As Delícias do Jardim, de José Américo Motta Pessanha.

LIVRARIA CULTURA: Ética

Dinheiro-calção

20050709 17:56

O assessor parlamentar José Adalberto Vieira da Silva foi preso no aeroporto doméstico de São Paulo, com R$ 200 mil em uma valise e US$ 100 mil na cueca. Adalberto trabalha para o irmão do presidente do PT, José Genoino, e é membro do Diretório Nacional do partido.