Um sousafone…
20090506 23:43
Otto, de radrobot.org.
Ainda não posso deixar o link para o relatório, porque agora o bichinho vai passar de mão em mão para pegar assinatura de gente importante e sofrer mudanças internas na Universidade de Washington (UW). De toda forma, não vejo a hora de ver a pesquisa publicada. A vida é rara, o mundo é grande e o objetivo da educação é muito mais belo que politicagem interna e tapas no ombro. No entanto, pelo menos aqui na casa de Alice, vou me dar o crédito merecido por esse trabalho bonito e, sim, cansativo.
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Li uma resenha sobre “A Drifting Life“, de Yoshiro Tatsumi, e não me segurei. A crítica comparava a narrativa de Tatsumi com a beleza meditativa da prosa Haruki Murakami e simplicidade elegante de Osamu Tezuka. Comprei o manga e li essa semana antes de dormir, para relaxar a pressão desses dias intensos de trabalho. É muito bom. Um metamanga sobre a história do manga no Japão e uma maneira deliciosa para aprender mais sobre o assunto.
A Drifting Life
Consigo ver a ligação entre o estilo de Yoshiro Tatsumi e Osamu Tezuka, da série Buddha (lindo) e Astroboy (não li Astroboy). Também, por seu caráter histórico, “A Drifting Life” me fez lembrar tanto do maravilhoso manga sobre Hiroshima, “Gen: Pés Descalços”, de Keiji Nakazawa. Todos marcam o estilo gekiga mangaka (quadrinho dramático?), com histórias complexas contadas de uma maneira íntima e econômica, realista e melancólica, com encanto e graça na medida. O humor inteligente brota da leveza do olhar, a forma de contar e os traços de cada autor. Agora, na lista para ler, entrou um outro manga de Tatsumi, “Abandon the Old Tokyo”.

Abandon the Old Tokyo