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Archive for November, 2007

On the road: Key West

20071130 19:13

KeyWest-small

Key West, a ilha na pontinha do Florida Keys

Quem diria que a casa de Hemingway estava no meio do caminho? Seguimos hoje para o arquipélago no sul da Flórida, o braço com 1700 ilhotas que se estende no mar do Caribe. Laurent participa de um seminário terça-feira em Fort Lauderdale, norte de Miami, como palestrante. Resolvemos pular dois coelhos num vôo só.

Roteiro

Voamos hoje de Seattle para Miami. Chegamos lá amanhã cedo, sábado. Já alugamos via internet um Mustang conversível para cruzar os 305km do arquipélago até a última ilhota, Key West. Ficamos lá duas noites, em uma pousada na frente da casa de Hemingway. Segunda-feira de manhã, nós cruzamos de volta a estrada sobre o mar em direção ao Fore Lauderdale e Laurent se prepara para a apresentação no dia seguinte. Eu trabalho de qualquer canto, editando os cursos no computador para a Universidade de Amsterdã.

Quarta-feira, de volta em Seattle; em três semanas, BRASIL!

(en)globo

20071119 10:05

Porque aprender a viver é o que é viver, mesmo.

por Patrícia Kalil

Ninguém se lembra do tempo em que ele era jovem e nem ficou sabendo quando ele envelheceu. Ele sempre esteve lá, antes do pão, com mãos fortes, braços cheios de farinha e camisa branca embebida em suor. Para sempre, marcado e anônimo. Diria o escritor, ninguém e todo mundo. Férias no Brasil em menos de um mês e já sonho com um café-da-manhã na Orquídea Palace, uma esfiha de escarola no Jaber, um filme no Espaço Unibanco e uma caminhada na Paulista, cercada por prédios cada vez mais altos e tempo. Coisas de quando eu era jovem e nem mesmo sei quando envelheci.

Metro-reflexão

20071115 14:31

inventions

Eu adoro linha do tempo, entender a história e a tecnologia de cada período, as pinturas e movimentos da arte na história, mudanças da natureza e sociedade, a evolução dos mapas, as descobertas do homem. Enfim, estava eu na Holanda quando vi uma trena métrica com linhas do tempo sobre vários assuntos. Souvenir do Rikjsmuseum , feito por um ateliê alemão chamado Metermorphosen….

history

Outra coisa que eu adoro é dar presente. Pois é, acho que gosto muito mais de dar presente que receber…

Paintings

Hoje, eu estava embrulhando uma dessas réguas. Peguei o brinquedo, olhei, desdobrei, fiquei maravilhada com o feito do homem, cada pedacinho, dobrei novamente… feliz.

Pre-history2

Black Books

20071113 23:50

O seriado britânico Black Books é um favorito. Acompanhei as três estações via Internet, no alluc.org. Pena que acabou.

Direto da fonte

20071108 00:13

Flora and Sand, by Paul Klee

Paul Klee, Flora and Sand

The Fountainhead, da escritora Ayn Rand, é um romance filosófico que faz a apologia do espírito livre individual como a base da transformação do mundo. Para a autora, somente aquele com integridade possui autodeterminação para agir com independência moral e intelectual. Além de coragem, o homem livre manifesta verdadeiro auto-respeito e por isso tem forças para proteger o que lhe é importante e vital, buscar a felicidade, viver o amor, reconhecer a unidade e a existência. Ayn Rand contrasta esse sujeito herói com os homens movidos por ambição, poder, medo, culpa, necessidade de reconhecimento, validação, prestígio, títulos, fama e dinheiro, pondo em dúvida a ética da sociedade que considera tais valores como virtudes.

A estrutura para construir arranha-céus

A história se passa em Nova York, nos anos 30. Howard Roark é o arquiteto íntegro que segue suas inclinações naturais e possui total confiança em seus atos e julgamentos; Roark não se importa com a aprovação alheia. Peter Keating é a antítese, o arquiteto que vive em função do prestígio e, por conseqüência, é passível de ser corrompido. Roark cria com autonomia e autenticidade, mas é visto como um cabeça-dura egoísta; Keating é ambicioso, estratégico, mas não tem força de caráter ou confiança para romper padrões e seguir o que realmente acredita. Ele esquece. Vamos acompanhar o desenvolvimento da carreira dos dois, seus amores e ideais. Quem chega ? Onde e o que é ? O principal antagonista de Roark, no entanto, não é Keating, mas o crítico cultural Ellsworth Toohey. Colunista do jornal The New Yorker Banner, Toohey é maestro do grande coral popular. Eis um crítico capaz de afinar o murmurinho vulgar feito por vozes agudas e graves e transformá-lo em peça de homogenia monocórdica. Vox populi, vox Dei. Por que ele quer derrubar Roark? Qual é a ameaça que o homem de espírito livre representa?

Somos vulgares…

… e fomos condenados por nossas próprias mãos. Rand alfineta a academia, a imprensa, as religiões, a classe média, organizações políticas, beneficentes e sociais. Segundo ela, a imposição de práticas e padrões sociais e culturais -ética e estética- são meios para enfraquecer, corromper e dominar o espírito humano. Qualquer ação feita em nome dos outros (em nome de Deus, do amado, do estado, do bem cultural e até mesmo de causas coletivas) sufoca a autonomia individual e corrói aos poucos a confiança do indivíduo. Isso cria uma relação, por essência, corrupta e doentia.

Rand conclui que a felicidade deve ser a maior aspiração do indivíduo e que só o homem livre mantém sua integridade, poder criativo e respeito pela vida para buscá-la. Não existe espaço para concessão. Ignore o burburinho. Vox Populi é a ferramenta para abafar os ideais e necessidades interiores do indivíduo. Rand fala em escravos modernos que se retro-alimentam para sustentar a ordem. Homens como parasitas de homens em troca de reconhecimento, satisfação pessoal, influência e prestígio. E eu pergunto: o que é mesmo felicidade para você? E para mim?

(risos e suspiros) Blogs, bugs e bobagens! Rand é uma russa americanizada louca, mas uma coisa ela disse bem. O real prazer de um crítico é transformar o lixo em produto cultural. O que já é extraordinário não precisa ser anunciado. Agora fazer Britney Spears vender o novo álbum Blackout depois de deitar na lama é o verdadeiro poder da nossa profissão.