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Archive for August, 2006

Jifunza Biblioteca

20060825 23:02

Na semana passada, começamos como voluntários do projeto-piloto Jifunza Library, que planeja e viabiliza a construção e desenvolvimento de bibliotecas e centros comunitários em pequenos vilarejos da África. O objetivo da organização é alfabetizar e fortalecer comunidades locais. O Jifunza tem apoio da Universidade de Washington (UW), de Stanford (SU), da UNESCO e da rede Half Price Books.

Colaboraremos seis horas por semana, nesta fase inicial do programa. Laurent e eu, devido o histórico da Duck (gerenciamento de projetos) e nossos trabalhos atuais, lideraremos os times de estudantes que coletam livros para a primeira biblioteca. Em resumo, devemos coordenar a coleta, seleção e catálogo de dez mil livros, que serão enviados via container para o vilarejo muçulmano de Larabanga, em Gana. A comunidade foi eleita para o piloto, por causa de ligações do Departamento de Pós-Graduação em Antropologia da UW e SU com lideranças no país africano.

O primeiro encontro foi na casa da diretora-executiva da organização em Seattle, a antropóloga Ruth Zaslow. Lá, tivemos o prazer de conhecer a outra voluntária, Zola Maddison, que terá a mesma função que a gente. Passamos o domingo, entre caixas de livros, a estabelecer critérios e fluxo de trabalho.

Na quarta-feira, encontramos os estudantes que ajudarão no piloto. Durante duas horas de treinamento, discutimos a missão do programa, o perfil do trabalho e os desdobramentos. Jifunza é uma idéia bonita, e toma o conceito de que educação surge do diálogo, participação na construção do conhecimento e autonomia.

Curtos

20060821 23:04
Olha, moça, meu cabelo não é assim, não.
É que ventou. Depois choveu.
Quando o céu abriu, assim que fiqueu.

Oito (5/8)

20060821 20:34

Oito, por que Oito? Oito simboliza transformação, renascimento. Este conto foi uma experiência de criação em capítulos. A proposta inicial era contar uma história em 2 meses, um capítulo semanal, uma ‘micro-novela’ criada ali, no momento. O roteiro surgiu enquanto refletia sobre a invasão do Líbano em 2006; já o desafio de inventar no ar surgiu por pura curiosidade técnica. Queria discutir religião, exclusão, futuro. Queria pensar em novos fôlegos de paz. Queria escrever. No entanto, a pressão semanal ao lado da brincadeira (ou trapaça comigo mesma) de cada vez colocar algo novo como gancho para o próximo capítulo me colocaram pra trás. Enfim, dos oito capítulos pensados, rabisquei cinco online, ao vivo e sem audiência! hehe. Os três que ainda precisam ser contados… um dia serão. E depois, tudo será relido, amarrado e jogado fora. Fica o registro na casa de Alice! =D

Ele foi o único que escapou da invasão cataclísmica. Se não fosse um cachorro, contaria a história daquela casa. Uma outra versão dos fatos. Mas era um cão, agora sem dono, casa, nome ou lei. Todavia, se hoje era um sem-teto, caiu nessa condição ignominiosa por desejo de Deus.

O cão pertencera à família Oliveira, que um dia fora dona de todas essas terras. Diz a lenda que no inverno de 1984, alienígenas assassinaram toda a família. Creia ou não, é o boato que corre. O sangue dos Oliveira escorreu terra adentro. A prefeitura de Amareto fechou o local.Isso tudo aconteceu quando eu tinha apenas oito anos. Eu não me lembro de muito detalhe, apenas que queria o bicho e ele também me bem-queria. Meu pai deixava que eu desse as sobras de nossas refeições para o cão. “O mínimo de dignidade ao velho animal”, dizia.

Durante os primeiros meses, o cão parecia viver em outro mundo, perplexo, em surto. O olhar fixo, que não permitia latido, choro ou emoção. O pobre dormia, acordava, olhava para o imenso vazio.Ainda no final daquele ano, a prefeitura da cidade, em acordo com o governo central, doou à área inteira ao senhor Jacó Espiga, um cientista paranaense de descendência polonesa. O velho veio para o nosso vilarejo em Minas, como toda sua família. Havia algo de muito secreto em toda aquela missão. Uma pesquisa federal. A área 51 brasileira.

CENAS DO PRÓXIMO CAPÍTULO:
… Desde quando cachorro fala?

PARA CONTINUAR Para ler mais »

Laurent 28

20060818 22:32

captain! my captain!


Todo canto: parabéns.
sol | leão | dentro | fora | imaginacão | canta comigo | brinca | tesão | caminha no mundo | veleja futuro | pão | sou sua | avesso | além | grão | fruto | balanço | romance | mão | pé | tudo | tanto | fusão | click | cama | pijama | lick | beijo | carinho | japão | flor | tempero | trópico | tamanho | fruta | me leva | para sempre: lorrão!

Depois do trabalho…

20060817 19:19
7PM – by Laurent

21pm – by Laurent

Agora esse blog vai começar a ter fotos. Laurent recebeu sua máquina digital nova, Canon SLR 30D, ontem. Tirou da caixa e boom… lá foi ele. Janela. Flores. Rua. Tênis. Cadeira. Lap. Tudo virou sujeito. Bem este é o futon da sala, que pode receber visitas. Esta sou eu, por volta de 12pm.

Tensegrity: estruturas flutuantes

20060813 12:21


Trígonos invisíveis, conexões reais, escondidas na ilusão da ausência. Arquitetura da lua: flutua, contínua, semi-nua.


Uma escultura do arquiteto Buckminster Fuller. Palitos não se tocam, no grande círculo. Para agrupá-los, Fuller usou linhas de tensão (no caso, cabos de aço).

Eis a versão que fizemos hoje! Gravetos, argolinhas e linha de pesca.

Referências:

  1. Para fazer um protótipo com canudinho e clipes
  2. Para ler a história de Kenneth Snelson, o artista plástico que apresentou o modelo.
  3. Para conhecer o arquiteto Buckminster Fuller, que usou o conceito.

it does not rain on the moon

20060811 19:12

Kubatsirana

20060811 00:30

Hoje, fui conhecer o programa e o pessoal da HAI, uma organização sem fins-lucrativos que atua em Moçambique e Timor Leste.

Minha anfitriã foi Molly Robertson, uma americana que morou dois anos no Brasil, em Recife, para fazer a pesquisa de seu doutorado. Sua tese, em fase de finalização, fala sobre a relação entre Saúde x Candomblé: rituais de nascimento e morte. Ela fala um português bonito, com sotaque do nordeste.

Em setembro, Molly vai para Moçambique, com a missão de gerenciar o programa de fortalecimento comunitário da HAI. Ficará no país por um ano. Talvez eu e Molly ainda nos cruzemos por aí, ou por lá…

Kubatsirana, que eu vou!

Me leve à toa pela última vez

20060810 14:41
“Pense como eu vim de leve
Machuquei você de leve
E me retirei com pés de lã
Sei que o seu caminho amanhã
Será um caminho bom
Mas não me leve
Leve, Chico

Loc. Cit.

20060808 21:39