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20050831 23:53Olha só que interessante esse Web modelo para visualizar notícias: http://www.marumushi.com/apps/newsmap/newsmap.cfm
Olha só que interessante esse Web modelo para visualizar notícias: http://www.marumushi.com/apps/newsmap/newsmap.cfm
Aqui nos Estados Unidos o mundo é realmente faz-de-conta! Um empurrão para perceber como o homem constrói sua realidade.
Todos dão corpo às suas grandes ilusões, por mais extraordinárias que elas possam parecer. Os americanos fazem com categoria pink. Plásticos. Os brasileiros com improviso e alma de artista. Românticos. Os franceses com classe. Clássicos. Os judeus com exageros. Abraâmicos. Os palestinos sem terra. Pânico. Os intelectuais com teorias. Acadêmicos. Os terroristas com fogos. Pirotécnicos. Paquistaneses com guerra santa. Pan-islâmicos. Somente por isso o mundo existe: pletórico, pleonástico e sempre platônico.
A fabricação de quem somos acontece no és-não-és de cada dia. Preciso acreditar nos meus pilares, embora veja muita excentricidade e devaneio. Não satisfeitos em sonhar, todos nós oferecemos acessórios à fantasia. Promovemos o trivial, o corriqueiro, o vulgar. Ora, mais que isso. Erguemos castelos, compramos casas, visitamos pirâmides. É importante ter fé em algo, enfim. Senão, quem vai fabricar chocolate na Rússia? Eis os meios para patentear aos olhos o sentido que demos à vida.
Web e a descentralização da notícia, do fazer notícia, do virar notícia. O link abaixo é bem sacado. Como bem lembrou Fabio, é uma nova versão para 1984. Agora é 2014.
http://www.idorosen.com/mirrors/robinsloan.com/epic/
Maple Burl
VERSÃO DOIS
Era uma vez Harvey Windle. Harvey tinha uma banquinha especializada em cachimbos no Pike’s Market, em Seattle. O público alternativo da cidade comprava, sempre que passava por lá, aquele objeto para aspirar fumo. As peças de Harvey passaram pelas mãos dos mais entorpecidos, pessoas com visões fantásticas sobre a realidade. Tudo na base do paz e amor. Anos 70, enfim.
Harvey, em uma noite iluminada, viu a alma de uma cadeira escondida dentro de uma árvore. Esculpiu o tronco até encontrar o danado do assento. Sentou e fumou um. Depois desse dia, passou a olhar todas as árvores de maneira diferente. Tem gente que olha árvore e não vê nada. Baiano vê rede. O dono da Suzano vê celulose. Enfim, não interessa, o ponto é: Harvey via cadeiras. Suas visões aumentaram. Parecia um corpo possuído por uma alma de índio. Foi quando ele decidiu expor suas peças artísticas feitas para sentar; ou simplesmente olhar. As pessoas descoladas, com quem mantinha relações de troca positivas, adoraram!
Alguns anos se passaram. Harvey, como continuou sendo chamado pelos íntimos, vendia muito mais que cachimbos e cadeiras. Passou a oferecer mesas, relógios e produtos de amigos. O grande público apoiou e pediu bis. Eis quando ele, encorajado, abriu uma lojinha. Hoje, 10 anos depois, tem entre seus clientes decoradores, hotéis e, quem diria, aposentados conservadores.
VERSÃO UM
Harvey Windle é o ex-hippie que ainda abraça árvores. Tornou-se empresário, mas não gosta do título: define-se como escultor e dono de uma loja de móveis de madeira.
Abriu seu primeiro negócio nos anos 70. Vendia artesanato no Pike’s Market, em Seattle. Alvava o público jovem local. Com tino comercial aguçado, o artesão desenvolveu uma linha de móveis alternativos, feitos de madeiras exóticas.
Em meados dos anos 90, com o crescimento das vendas e da produção, Mr. Windle precisava de mais espaço. Abriu uma loja, com cerca de 100 metros quadrados. Passou a oferecer produtos de terceiros, peças sob encomenda e madeiras raras. Hoje, 10 anos depois, é um businessman de sucesso. Tem entre seus clientes: designers de interiores, hotéis em Las Vegas, jovens e até um público mais velho.
Enquanto meia dúzia de pessoas protesta na porta da rede Hollywood Films, que inaugurou nova loja ao lado de uma velha locadora do bairro, o sistema NETFLIX ganha espaço. Essa é uma videolocadora virtual, que traz a vitrine iluminada para dentro da sua casa. Você escolhe o(s) filme(s) pela internet e a empresa entrega pelo correio em 24h. Para devolver, basta colocar o mesmo envelope na porta, sobre o capacho. Mr. Postman se encarrega do resto.
Nas últimas duas semanas, estiveram na nossa caixinha de cartas:
A mordomia custa 17 dólares por mês. Um ingresso para entrar no cinema, 15 dólares cada.
Ao ler Shalimar O Equilibrista, de Salman Rushdie, a curiosidade bole, a imaginação gira, a confusão da Índia fica ainda mais interessante. Lindas construções. Rushdie escreve com inteligência, humor e mágica.
Por que o embaixador americano é assassinado? Por quem? Fantasia e surrealismo. Voltemos ao passado.
…Era uma vez Estrasburgo, norte da França. Luta política, ideal, um amor em tempo de guerra. Frio e imediato, como a fuga. Nova vida.
(tempo, tempo, tempo)
…Era outra vez Índia, tão bela em sua falta de ordem. Reconhecimento. Caxemira, no noroeste do país. Hindus e muçulmanos. Em uma pequena vila, banquetes de “36 pratos no mínimo” dão o ar da festa, um equilibrista e uma irresistível dançarina dão o fogo.
(vento, vento, vento)
… Era a vez da paixão arrebatadora. Interesse, traição, desespero, dolorido fim. Recomeço na América para uns. Momento de vingança para outros.
(tormento, tormento, pestilento)
A necessidade de colocar os pingos em todos os “is” de Índia, que agora, não é mais país, é mulher.
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Nos momentos calmos, corro para a Web em busca de informações. Quero saber mais sobre a dinastia mughal, detalhes do forno tandoor etc. Bem, entre achados e perdidos, encontrei esse site ligado ao British Museum.