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Archive for January, 2005

Foz ou não foz!?

20050131 12:36

O polonês Janus Werpachowski e sua garrafa vodka Zubrowka Bison dentro de uma pedra de gelo.
Atenção: a garrafa de Bison na frente é outra, ainda fechada.

No penúltimo dia das férias de janeiro, Laurent e eu ainda tínhamos duas opções: subir para São Paulo e fazer um pequeno tour em Registro (a fabricação de tatami e chinelos japoneses) ou ir à Foz do Iguaçu, ver as famosas cataratas.

 

- Isso seria uma loucura, mil quilômetros para oeste, Laurent.

 

- É, seria uma loucura, vamos para Registro, então.

 

- Mas precisamos comprar embutidos

 

- Pois bem, nossos afiambrados e defumados gaúchos acabaram ainda em Santa Catarina.

- O polonês Janus, do restaurante “Warsovia – A comida da Terra do Papa”, deu-nos como dica a cidade Prudentópolis.

 

- , encontraremos uma colônia ucraniana e polonesa…

 

- E, poderemos comprar Cracóvia e outros defumados!

 

- Estaremos no caminho das Cataratas. Apenas outros quinhentos quilômetros para frente.

 

- É. Façamos assim, então.

 

Bem, quando queremos tornar algo possível, é fácil encontrar desculpas! Mudamos o rumo, sem pensar duas vezes. Chegaríamos em São Paulo um dia antes de eu recomeçar no IPM.

Curitiba/PR

20050131 12:14


Ópera de Arame


Ópera de Arame


Jardim Botânico


Museu Oscar Niermeyer

Ilha do Mel/PR

20050130 12:08



Pousada do Pôr do Sol



Laurent



Pousada da Vó Maria

Joinville/SC

20050129 11:03


Mercadão em falso enxaimel

Por que esse tal de falso enxaimel? Cidades inteiras em falso enxaimel. Se ainda fosse enxaimel verdadeiro… Mas por que o falso, com as madeirinhas coladas do lado de fora com prego para decoração? Para quem? Qual função? Tradição? Por quê?

São Francisco do Sul/SC

20050128 11:11

Museu do Mar

Museu do Mar



Noite literária


A praia de Laurent!! ;)

Pomerode/SC

20050125 10:54



Depois de passar por Blumenau, chegamos em Pomerode -nome de pomada, não? A cidade conhecida por ser “a mais alemã de todo o Brasil” até assusta. A colonização alemã chegou por lá há mais de 140 anos. Assim, os hábitos e costumes de uma Alemanha que não existe mais ainda são praticados em Pomerode. Como diz Laurent e um amigo nosso alemão, Hans, as comunidades alemãs do Sul do País são a concretização do sonho da República Weimar. Loiros, todos loiros, felizes e saudáveis. Ya, ya! Nada de Klein por lá. Os embutidos não eram espetaculares, a não ser o queijo fundido e defumado em bisnaga que recebe o nome da cidade. Destaque para a arquitetura enxaimel. É menos artificial que em Gramado. Os 25 mil habitantes se conhecem pelo nome. Dormimos na casa de Dona Maria, filha de um alemão com uma brasileira. Dona Maria, aluga quartos da casa dela na época da Festa Pomerana. A festa é um capítulo à parte, pelo menos para mim, filha de São Paulo, a cidade mais cosmopolita de todo o Brasil.

Florianópolis/SC

20050123 10:51

EEE férias…


Cultivo de ostras

A capital catarinense é a maior produtora de ostras do Brasil. Sozinha, responde por mais de 1 milhão de dúzias do molusco, ou seja, 80% da produção nacional. Isto representa um retorno comercial de quase R$ 6 milhões para os produtores locais.


Ostras realmente frescas

O trânsito da cidade é de assustar. Florianopolitano pega trânsito para ir à praia, em época de temporada. Entretanto, nada atrapalhou nosso objetivo. Queríamos ir ao Vale do Ribeirão, no sudoeste da ilha. O local é marcado pela colonização açoriana. Lá, comemos ostras até morrer!


Rodízio de Camarão

Para não dizer que não falei das flores, sim, comemos uma seqüência de camarão, a especialidade local. Realmente, é de deixar qualquer um com água na boca. O restaurante escolhido foi Barba Negra, na rua das Rendeiras.


No hotel de Floripa

Durante a semana em que ficamos em Florianópolis/SC, Laurent trabalhou na tradução do relatório anual da Fundação Lemann. Ficamos na Lagoa da Conceição, uma região muito badalada e cheia de gringos argentinos. Na primeira noite, fomos a um café bonitinho, freqüentado por pessoas mais velhas. Uma dupla de músicos argentinos com repertório brasileiro fez a beleza.

Praia do Rosa

20050121 10:49

Praia do Rosa

Laguna/SC

20050121 10:47



Laguna era nosso destino! Queríamos conhecer o centro histórico, alguns museus e almoçar por lá. Afinal, a cidade é a maior produtora de camarão do Brasil. Almoçamos em um restaurante que vende comida por quilo. No buffet, camarão, camarão e camarão. Depois, tomamos um café espresso em um bar grego azul e branco, com um balcão antigo e decoração mediterrânea. O mercado central não surpreendeu. Esperávamos estandes com peixes frescos, camarão barato etc. A cidade é graciosa, antiga.


Casa de Anita Garibaldi

O museu e a casa de Anita foram pouco esclarecedores. Você chega cheio de expectativa para ver a história da dama da revolução Farroupilha e encontra seus objetos domésticos, suas fotos de perfil esquerdo, direito, frontal e nem um textinho explicativo. Saímos sem saber absolutamente nada além do que já sabíamos. Minto! Descubrimos que a casa fora feita de óleo de baleia, com areia, um pouco de sangue de boi e pedra.
Os farrapos quiseram acabar com as taxas sobre o gado nas terras do Uruguai. Era uma época cheia de micro revoluções no Brasil, em 1838, durante a regência. Os farrapos contavam com recursos de alguns oficiais do exército, que também queriam proclamar a República.
No caso catarinense, os revolucionários italianos anarquistas refugiados no Brasil estavam na liderança, entre eles Giuseppe Garibaldi. Eles declararam a República de Piratini, cuja a presidência ficou nas mãos de Bento Gonçalves, filho de um rico proprietário de fazenda. A separação durou sete anos.
A maçonaria era utilizada como correio secreto, contra o poder absoluto do Imperador e contra a Igreja. Em Laguna, existe um monumento que representa a influência maçom na região.

Farol de Santa Marta

20050120 10:38

Quanta cor!

O Farol é uma cidade de surfistas bem coloridinha e cheia de ondas “violentas, bro!”
No caminho, praticantes de sandoard deslizam nas dunas de areia. O posto de gasolina dá de brinde latinhas de cerveja se você completa o tanque de gasolina, surreal! A cidade é graciosa e o público, como diria, um tanto… espacial.



A cidade é conhecida por este farol, construído por franceses em 1891. O facho de luz brilha no alto da colina do vilarejo, a 17 km do centro e possui 29 metros de altura. Apesar de não estar mais em uso, quando funcionava, sua luz tinha alcance de 92 quilômetros.

Lampejo
15 segundos
Lampejo
15 segundos
Lampejo

Este era o tempo da volta completa da luz. O mais interessante da história é saber que toda a construção do “Le Phare” foi feita de uma mistura composta por areia, pedra, barro e óleo de baleia.